Hoje na aula de português, minha professora pediu para que escrevêssemos um conto. Não preciso nem dizer que foi muito difícil porque nunca tinha escrito um. Mas, eu consegui e, particularmente, fiquei satisfeita com o resultado. E como foi meu primeiro conto, quero compartilhar com vocês!
Marisa
O céu, naquele dia, estava diferente. As pessoas estavam diferentes. O clima estava tenso. Não sei o motivo,mas eu também estava diferente.
O relógio marcava 13:47hs e ela sempre chegava às 13:50hs. Nesse dia, eu ansiava a sua chegada. Ela entrava, sempre de preto, com suas botas inseparáveis, seu cabelo com as pontas pintadas de azul e uma guitarra pendurada nas costas. Também tinha tatuagens. Muitas delas.
Exatamente às 13:50hs ela entra, pede seu café e o cigarro de sempre. Mas, inesperadamente, ela me dá um singelo "oi".
Por puro instinto, mesmo sabendo que não havia mais ninguém ali, olho para os lados para ter certeza de que ela falava comigo.
-É com você mesmo que eu estou falando - ela começou - Sei que é estranho. Eu venho aqui porque quero fugir do mundo. Aqui eu me acalmo, e não vamos considerar o fato de isso ser uma loja de conveniência num posto de gasolina. Também gosto da sua companhia. Sei que é a primeira vez em que estamos nos falando, mas você não se mete na minha vida. Me trata como uma pessoa normal, em um dia normal, todos os dias.
"Aqui ninguém me bate, como meus pais fazem, ou me julga. Aqui posso ser eu mesma. E isso é bom. Muito bom. A propósito meu nome é Marisa."
Fiquei em silêncio, tentando digerir toda aquela informação que ela me dera em tão pouco tempo.
-Foi bom falar com você, Tobias. - ela disse depois do longo silêncio que se instalou.
-É com você mesmo que eu estou falando - ela começou - Sei que é estranho. Eu venho aqui porque quero fugir do mundo. Aqui eu me acalmo, e não vamos considerar o fato de isso ser uma loja de conveniência num posto de gasolina. Também gosto da sua companhia. Sei que é a primeira vez em que estamos nos falando, mas você não se mete na minha vida. Me trata como uma pessoa normal, em um dia normal, todos os dias.
"Aqui ninguém me bate, como meus pais fazem, ou me julga. Aqui posso ser eu mesma. E isso é bom. Muito bom. A propósito meu nome é Marisa."
Fiquei em silêncio, tentando digerir toda aquela informação que ela me dera em tão pouco tempo.
-Foi bom falar com você, Tobias. - ela disse depois do longo silêncio que se instalou.
Percebi que ela vira meu nome no crachá. Pagou seu café, seu cigarro e se foi sem eu dizer uma única palavra.
Depois disso, nunca mais a vi.
Fiquei curiosa para saber o que aconteceu com a Marisa. Estou pensando em fazer uma versão dela!
Até mais. Beijos!
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