Hoje estou trazendo a resenha de Willow, um livro maravilhoso que eu li no começo do ano e decidi compartilhar com vocês agora... Aí vai!
Sete meses atrás, em uma noite chuvosa de março, os pais de Willow acabaram bebendo muito durante o jantar e pediram a ela que guiasse o carro até em casa. Por uma fatalidade, Willow perdeu o controle do veículo e seus pais morreram no acidente.
Consumida pela culpa, Willow deixa para trás sua casa, amigos e escola e, enquanto tenta retomar a
relação de afeto e companheirismo com o irmão mais velho, secretamente bloqueia a dor da perda
cortando a si mesma. Mas quando Willow encontra Guy, um rapaz tão sensível e complexo quanto ela,
mudanças intensas começam a acontecer, virando seu mundo de cabeça para baixo.
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| (imagem do google) |
Contado de modo cativante e doce, Willow é um romance inesquecível sobre a luta de uma jovem para
lidar com a tragédia familiar e com o medo de se deixar viver uma linda história de amor e cumplicidade.
Como começar a falar de um livro que não é como os outros ? Quando ganhei esse livro, nem sabia da existência do mesmo. Mas como a curiosidade aqui é grande, comecei a ler e fiquei surpresa ao saber que o livro abordava um tema tão delicado e diferente. Foi o primeiro livro que li sobre a autoflagelação*.
O contexto da história em si é triste pois Willow se sente culpada por uma coisa que não estava em seu controle. A chuva daquele dia não ajudou muito e cá entre nós, colocar uma garota de 16 anos para dirigir não é a melhor coisa a se fazer. Enfim, seguir em frente para ela não foi fácil e se sentir ignorada por seu irmão a deixava mil vezes pior. A saída que ela encontrou para fugir de toda essa situação a colocou em outra tão ruim quanto. Sabemos que depois que uma pessoa começa a se cortar, se torna prisioneira disso e não foi diferente com Willow. Ela achava que poderia substituir uma dor com outra e isso estava funcionando até que (o lindo, carinhoso, atencioso e complexo) Guy chega em sua vida (no começo nem tanto, mas depois...) abalando suas estruturas, e como se já não fosse ruim o suficiente, ele descobre o seu "pequeno" segredo e ela tem que o convencer a não contar para David, irmão de Willow.
Depois disso nasce uma linda amizade (e claro, o amor) que pode salvar Willow do mundo em que ela construiu para si própria.
Bem, eu me sinto assim em relação a muitos livros e eu queria me jogar dentro desse também. Depois de toda essa situação que Willow passou, ela se fechou para amizades, amores e tudo mais. Como eu já disse, Guy chega para mudar tudo isso, mas Willow, diversas e diversas vezes, o afasta. Eu concordo com ela em alguns pontos, não é fácil perder os pais, ainda mais os dois juntos, e sentir culpada por isso. Desde o começo eu torcia por esse casal. Mas (não tem como não ficar) eu fiquei com raiva algumas vezes, pois quando queria, Willow era fria e usava e abusava da ignorância. Comemorei muito quando finalmente eles ficaram juntos e Willow resolveu sua relação com as lâminas (o que, infelizmente, só acontece no final). Enfim, assim como o tema, o livro é muito realista e eu amei isso. Uma pitada de realidade em um mundo de fantasias.
Haverá momentos de tristeza com Willow :(
E risadas garantidas com o Guy ;)
Não preciso nem dizer que recomendo esse livro maravilhoso e dou meus parabéns à Julia Hoban.
*Autoflagelação é o ato de causar flagelo (dor) a si mesmo, de se castigar fisicamente. Tal atitude geralmente é motivada pelo sentimento de culpa ou insatisfação (que leve a acreditar na necessidade de punição, neste caso por consequência de remorso) ou então como uma forma de aliviar alguma dor (geralmente causada por depressão, stress ou síndrome do humor bipolar).

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